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Instituto Pró-Vida Amazônia (Apoio Oncológico e Paliativo)Esta é uma instituição filantrópica amplamente conhecida na capital amazonense por sua atuação na área de saúde.A Origem: O instituto nasceu da história de superação pessoal de sua fundadora, Karola Caldas. Após enfrentar o diagnóstico de um câncer agressivo e alcançar um estágio paliativo (quando não há mais alternativas na medicina convencional), ela buscou tratamentos integrativos e alternativos.A Missão: Diante da sua melhora e da vivência da dor do tratamento, ela fundou a instituição com o objetivo de acolher e dar dignidade a outros pacientes com câncer em estágio avançado e suas famílias.O Trabalho: Com sede em Manaus (no Distrito Industrial 1), o instituto oferece suporte multidisciplinar gratuito, incluindo atendimento médico, psicológico, terapias complementares e orientação para os familiares que lidam com o sofrimento e a terminalidade da doença. O impacto social é tão relevante que a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) o declarou oficialmente como uma instituição de Utilidade Pública.
O Começo: Uma Promessa Diante do CâncerA história teve início há uma década, quando a empresária manauara Karola Caldas foi diagnosticada com câncer nível 4, metástase, no colo retal, pulmão, fígado e rins, totalmente agressivo. O prognóstico era desfavorável e, após enfrentar tratamentos intensos, ela foi desenganada pela medicina convencional, entrando em estágio de cuidados paliativos.Diante do sofrimento da quimioterapia e da iminência da terminalidade, Karola buscou forças na fé e em tratamentos integrativos. Ao vivenciar o abandono, a dor e o medo que acompanham a palavra "câncer", ela fez uma promessa: se sobrevivesse, dedicaria sua vida a amparar outras pessoas que enfrentavam o mesmo diagnóstico, especialmente aquelas sem recursos financeiros para arcar com remédios ou suporte médico.Ela não apenas sobreviveu, como usou sua cura como combustível para fundar o Instituto Pró-Vida Amazônia.
O projeto começou modesto em Manaus, mas a imensa carência do sistema de saúde na Região Norte fez o voluntariado explodir. Com o tempo, o trabalho ultrapassou as fronteiras do Amazonas. Pacientes de estados vizinhos e de várias partes do Brasil que viajavam para tratamento passaram a ser acolhidos pela rede.Ao completar 10 anos, o balanço do instituto impressiona: mais de 100 mil pessoas beneficiadas direta e indiretamente. Esse volume monumental de atendimento é feito de forma 100% gratuita através de:Multidões Acolhidas do Interior: Pacientes ribeirinhos e indígenas que chegam a Manaus apenas com a roupa do corpo encontram no instituto hospedagem, alimentação e fraldas geriátricas.Controle da Dor e Cuidados Paliativos: Equipes multidisciplinares voluntárias dão dignidade física e psicológica a pacientes cuja medicina já não prevê cura, garantindo uma passagem sem sofrimento intenso.Rede de Apoio Familiar: Distribuição de cestas básicas, empréstimo de cadeiras de rodas, camas hospitalares, e suporte psicológico para as mães, maridos e filhos que atuam como cuidadores.
? O Futuro: A Luta pelo Hospital OncológicoHoje, o grande capítulo atual dessa história é a batalha de Karola e do instituto para expandir fisicamente a estrutura e transformá-la em um centro hospitalar especializado no Distrito Industrial de Manaus. A instituição continua funcionando ativamente por meio de doações e do trabalho incansável de voluntários que transformam o cenário da oncologia na Amazônia.Essa jornada mostra que o tratamento paliativo e oncológico não trata apenas da extensão de tempo que resta a alguém, mas sim de colocar vida, afeto e dignidade nos dias que a pessoa tem.
O principal foco atual de resistência e luta da instituição é a construção de seu hospital próprio em Manaus. O objetivo do projeto é inovador no Brasil:O Modelo de Atendimento: Unir a medicina oncológica com terapias integrativas/alternativas focadas no fortalecimento do paciente (suporte nutricional avançado, terapias de dor e suporte psicológico profundo).A Luta por Celeridade: Recentemente, o Instituto Pró-Vida Amazônia veio a público fazer apelos urgentes a órgãos federais, como a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), exigindo rapidez na liberação jurídica e burocrática dos projetos de destinação de áreas de uso institucional no Distrito Industrial de Manaus para dar início às obras.Gratuidade e Dignidade: O hospital foi projetado para ser um centro de referência regional, acolhendo pacientes ribeirinhos, indígenas e de baixa renda de todo o Amazonas que hoje sofrem nas filas do SUS.Apesar das pressões judiciais e da burocracia que tenta frear o avanço das obras, o instituto segue operando por meio de doações de apoiadores e campanhas de conscientização social.